A história da humanidade se pauta por um processo contínuo de construção e reconstrução das relações interpessoais, amparadas por ideologias e políticas que, a seu modo, justificam a ação e a conduta de cada um.

As sociedades, a partir de sua própria maneira de ordenar e pensar o mundo, constroem suas crenças, suas leis e suas regras em conformidade com sua particular compreensão das coisas e com o passar do tempo, acreditam que o seu modo de ser e ver o mundo é o modo mais normal, coerente e lógico, passando a ter uma explicação supervalorizada a respeito de suas próprias origens em detrimento das origens de outros agrupamentos.

À medida que se distinguem em razão de inúmeras diferenças que vão surgindo - culturais, religiosas, políticas, econômicas, etc, - começam a construir mecanismos de auto-proteção, os quais vão criando situações insuportáveis que chegam ao ponto de banir dos meios mínimos de subsistência outros grupos humanos menos privilegiados.
Esta marginalização dos seres humanos menos favorecidos gerou uma sociedade altamente injusta, uma vez que, aos que têm, se lhes é dado mais, e aos que não têm, mais lhes é negado.

Contra este estado de coisas é que surgiram, modernamente, os movimentos sociais, os  quais de forma menos agressiva, porém não menos determinada que os movimentos sociais que a história tem registrado, apresentam propostas inovadoras em direção ao resgate da cidadania dos menos afortunados.

Encabeçam muitos destes movimentos as organizações não governamentais, do chamado TERCEIRO SETOR, que buscando com forte determinação encontrar o “humano” nos homens e mulheres dos dias atuais, tão descaracterizados de seus valores mais nobres em virtude dos sofrimentos e periferização em que se encontram, se dedicam a causas sociais impulsionados pelo ardente desejo de verem criadas oportunidades para o surgimento de uma sociedade mais justa e solidária.
 
É com a firme convicção de que pode contribuir com a melhoria da condição de vida de muitas pessoas excluídas, em estado de marginalização ou esquecidas nas humildes habitações que só a pobreza pode erigir, que o EMPREENDE – Sistema de Empreendedorismo Social, na vanguarda dos movimentos sociais, apresenta suas propostas que poderão contribuir significativamente para a minimização destes males.
Reconhecemos em cada indivíduo um ser único e perfeitamente habilitado para contribuir com seus dons e talentos para a melhoria de sua própria condição de vida, e depois, de vida de sua família, sua  comunidade e, se não houver impedimento, para o desenvolvimento deste País.